A rota da Colômbia foi publicada há uma semana e traz muitas lembranças e a sensação que ficou muito sem ser mostrado.
Estou publicando os detalhes da rota dia a dia em fusionistas, mas há muitas desventuras que jamais verão a luz do dia e que gostaria de comparti-las aqui:
. Por pouco não fomos a Cabo de la Vela por uma informação incorreta que tínhamos sobre a distância desde Cartagena. A rota foi salva por uma operada de uma agência de turismo que nos disse: “Se não forem a Guajira, não vieram à costa” e nos convenceu em Santa Marta de seguir com o nosso caminho apesar das divergências sobre a segurança e condições de terreno.
. Chegamos à Cabo de la Vela às 2h da madrugada e não foi possível dormir até às 3h, cortesia de um grupo de adolescentes em excursão. A viagem desde Cartagena durou 15 horas e não paramos nem para almoçar.
. O GPS do meu celular foi o responsável pela chegada à Cabo de la Vela. Sem ele, jamais chegaríamos devido ao breu da noite e o deserto.
. Nenhuma candidata ao reinado se machucou durante as gravações. Isis Luna sobreviveu a batida contra a parede, “Aydiosmío” (Aimeudeus!) superou “os nervos” e Stephany salvou o cachorrinho-humano.
. O amigo Badmintonista de Patton se chama Julían e não Julio.
. A ida ao rancho indígena ocorreu por termos perguntado a um líder indígena (o encontramos esperando em um ponto de ônibus) em Riohacha instruções de como ir à Manaure. Nós lhe oferecemos uma carona a sua casa onde ele nos abasteceu e nos convidou a conhecer o seu clã. Foi a primeira visita à família por parte de “arijunas”. (não wayúus). Ele também foi o responsável por termos tomado o melhor caminho para chegar à Cabo de la Vela e que também nos deu dicas de como chegar no meio da noite.
. O regresso ao rancho indígena wayúu foi bastante difícil (mais do que já era) devida a chuvas e um pneu furado no meio de um barral ao passar por cactus. O famoso “pin” foi o protagonista ao servir de base para colocar o macaco e trocar o pneu em um solo muito instável.
. Nesta mesma noite tivemos que desviar a Maicao para reabastecer e estivemos com a agulha por uns 50km.
. Ainda nos perguntamos como uma das caminhonetes chegou até o final pois fazia um ruído bem preocupante desde Guajira. Era a Grand Vitara.
. Não nos permitiram entrar no Parque Tayrona quando dizemos que íamos fazer algo para a TV e falaram que deveríamos ter tramitado uma permissão especial. Entramos por outra porta de forma bem discreta.
. O encontro com o pai de Valderrama e o jogo foi um dos encontros que não esperávamos. Inclusive as luzes do campo estavam acendidas e nós não entendemos o motivo. Os garotos que jogaram conosco apareceram do nada.
. A pipa que utilizamos no último vídeo foi a mesma utilizada por Rafa Ziggy, a que foi quebrada lá. A reparação foi muito ruim já que voltou a quebrar-se novamente em Colômbia no seu primeiro vôo. Nós a presenteamos a um garoto wayuú, o qual não foi bem visto por sua família… disseram algo em wayuunai que interpretamos como “claro: lhe presenteiam coisas quebradas”. Igual era fácil de ser consertada.
A experiência, a viagem, tudo do On The Road Again foram uma experiência inesquecível. Não conhecia Guajira e o parque Tayrona e fiquei com muita vontade de voltar com mais tempo para desfrutá-los.
